Os Fotografos Suicidas (Parte 2) – Diane Arbus (1923 – 1972) EUA (A Retratista do Bizarro)

[tweetmeme source=”marcelocmaia” only_single=false]

No dia 26 de  Julho de 1971 com  a idade de 48 anos Diane Arbus   cortou os pulsos e tomou  uma dose letal  de barbitúricos,  foi encontrada apenas 2 dias depois por Marvin Israel um amigo talvez  uma das únicas pessoas a quem conseguia algum apoio emocional.  Durante toda sua vida,  Arbus teve diversos episódios de depressão desde a infância, assim como sua mãe.

Ela não lidava muito bem com a fama  muitas vezes rejeitou  convites de galerias e museus,  com uma vida  cheia de altos e baixos teve relacionamentos turbulentos, Ela  não  queria ficar conhecida como a fotógrafa do Bizarro, oque acabou inevitavelmente acontecendo,   seu marido  Allan  tinha  um comportamento violento,  isso potencializava seus episódios depressivos,  ela se separou do marido em 1958 e se divorciou  finalmente em 1969.

Sempre   fotografou  o estranho,  grupos  marginalizados e  pessoas muito diferentes  talvez porque se sentisse como uma delas,   é possivel que fotografando o bizarro ela se sentisse mais  normal e adaptada.

Fato  é que seu conjunto de retratos chama atenção pela originalidade e curiosidade que provocam. Certa vez, em 1971, Norman Mailer, diretor e poeta disse sobre a fotografia de Arbus: “Dar uma câmera a ela é como colocar uma granada nas mãos de uma criança.”

Seu primeiro contato e interesse com fotografia foi no ano de 1941, quando seu pai contratou Matthew Brady, Paul Strand e outros fotógrafos para sua loja em Nova Iorque.  Além disso, neste mesmo ano casou com Allan Arbus, que havia sido fotógrafo do exército americano durante a Segunda Guerra Mundial e a conhecera também na loja de seu pai, onde havia trabalhado.

Após a guerra, em 1946, Diane e Allan começaram com um negócio próprio chamado Diane & Allan Arbus, com Diane como diretora de arte e Allan como fotógrafo, tendo trabalhos publicados na Vogue, Glamour, Seventeen e Harper’s Bazaar, entre outros. Em 1956, Diane largou a fotografia comercial, passando a fotografar para revistas como Esquire e Sunday Times Magazine.

Em 1962 trocou as câmeras de 35mm por uma de médio formato  Rolleiflex,  Diane queria se diferenciaar usando o formato quadrado,   em 1966, ganhou  uma bolsa  do Guggenheim para desenvolver seu projeto mais conhecido,  o “American rites, manners, and customs”.

Ainda durante os anos 60, Diane lecionou fotografia na Parsons School of Design e na Copper Union, ambas em Nova Iorque, e na Rhode Island School of Design, em Providence, Rhode Island.

Um ano após seu suicídio, em 1972, Diane se tornou a primeira fotógrafa americana a ter seu trabalho exibido na Bienal de Veneza. Em 2006, Nicole Kidman estrelou o fime A Pele,  com uma versão fictícia da história de sua vida.

Foto: Diane Arbus

2 Responses to “Os Fotografos Suicidas (Parte 2) – Diane Arbus (1923 – 1972) EUA (A Retratista do Bizarro)”


  1. 1 Fatinha Costa 29 de setembro de 2010 às 14:19

    Muito impressionante este conjunto de fotos.

    De fato, ela sabia o que desejava fotografar.

    Fatinha

  2. 2 Andrea 5 de dezembro de 2010 às 18:07

    Olá, Marcelo.

    Você viu o filme “A Pele: Um Retrato Imaginário de Diane Arbus” de Steven Shainberg? Vale a pena conferir.

    Bjs

    Andrea


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




Follow carreramarcelo on Twitter

Flickr

Mais fotos

Blog Stats

  • 28,824 Visitas

Atualizações Twitter

Twitter

Facebook

Bookmark and Share

x

Mais Avaliados


%d blogueiros gostam disto: