Arquivo de setembro \29\UTC 2010

Sylvia Plachy

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Marina Abramovic

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Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

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Os Fotografos Suicidas (Parte 2) – Diane Arbus (1923 – 1972) EUA (A Retratista do Bizarro)

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No dia 26 de  Julho de 1971 com  a idade de 48 anos Diane Arbus   cortou os pulsos e tomou  uma dose letal  de barbitúricos,  foi encontrada apenas 2 dias depois por Marvin Israel um amigo talvez  uma das únicas pessoas a quem conseguia algum apoio emocional.  Durante toda sua vida,  Arbus teve diversos episódios de depressão desde a infância, assim como sua mãe.

Ela não lidava muito bem com a fama  muitas vezes rejeitou  convites de galerias e museus,  com uma vida  cheia de altos e baixos teve relacionamentos turbulentos, Ela  não  queria ficar conhecida como a fotógrafa do Bizarro, oque acabou inevitavelmente acontecendo,   seu marido  Allan  tinha  um comportamento violento,  isso potencializava seus episódios depressivos,  ela se separou do marido em 1958 e se divorciou  finalmente em 1969.

Sempre   fotografou  o estranho,  grupos  marginalizados e  pessoas muito diferentes  talvez porque se sentisse como uma delas,   é possivel que fotografando o bizarro ela se sentisse mais  normal e adaptada.

Fato  é que seu conjunto de retratos chama atenção pela originalidade e curiosidade que provocam. Certa vez, em 1971, Norman Mailer, diretor e poeta disse sobre a fotografia de Arbus: “Dar uma câmera a ela é como colocar uma granada nas mãos de uma criança.”

Seu primeiro contato e interesse com fotografia foi no ano de 1941, quando seu pai contratou Matthew Brady, Paul Strand e outros fotógrafos para sua loja em Nova Iorque.  Além disso, neste mesmo ano casou com Allan Arbus, que havia sido fotógrafo do exército americano durante a Segunda Guerra Mundial e a conhecera também na loja de seu pai, onde havia trabalhado.

Após a guerra, em 1946, Diane e Allan começaram com um negócio próprio chamado Diane & Allan Arbus, com Diane como diretora de arte e Allan como fotógrafo, tendo trabalhos publicados na Vogue, Glamour, Seventeen e Harper’s Bazaar, entre outros. Em 1956, Diane largou a fotografia comercial, passando a fotografar para revistas como Esquire e Sunday Times Magazine.

Em 1962 trocou as câmeras de 35mm por uma de médio formato  Rolleiflex,  Diane queria se diferenciaar usando o formato quadrado,   em 1966, ganhou  uma bolsa  do Guggenheim para desenvolver seu projeto mais conhecido,  o “American rites, manners, and customs”.

Ainda durante os anos 60, Diane lecionou fotografia na Parsons School of Design e na Copper Union, ambas em Nova Iorque, e na Rhode Island School of Design, em Providence, Rhode Island.

Um ano após seu suicídio, em 1972, Diane se tornou a primeira fotógrafa americana a ter seu trabalho exibido na Bienal de Veneza. Em 2006, Nicole Kidman estrelou o fime A Pele,  com uma versão fictícia da história de sua vida.

Foto: Diane Arbus

“Copacabana você não me engana…”

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Os Fotografos Suicidas (Parte 1) – Francesca Woodman ( 1958 – 1981 ) EUA (A Sinistrona)

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Francesca woodman  se suicidou com 23 anos, se jogou de uma janela para finalmente encontrar a morte pela qual  sempre  se sentira atraida,  deixou   desconcertantes fotografias. Seu trabalho e sua  curta carreira

me impressionam e me  deixam curioso,  como uma mulher tão jovem  tinha acesso a um mundo imagético tão rico, denso e sinistro. Impossível ficar indiferente a elas.

Ela  Nasceu em Denver (Colorado, EUA) em  uma família de artistas (a sua mãe era ceramista e o seu pai pintor). Começou a fotografar por volta dos seus 13 anos, adotando rapidamente a fotografia em preto e branco.

Num curto período de tempo, ela produziu uma  intensa obra. Estudante entre 1975 a 1979 na escola de design de Rhode Island em Providence, obteve uma bolsa de estudo que lhe permitiu passar um ano em Roma no

palácio Cenci.

Descobre aí a livraria-galeria Maldoror, especializada em surrealismo e futurismo, e realizou a sua primeira exposição individual. De regresso aos Estado Unidos, acaba os seus estudos em Providence,

e instala-se a seguir em Nova Iorque. Desenvolve projetos de grande envergadura como os diazotypes (grandes formatos em papel azul e sépia). Desenha sérias maquetes de livros que apresentam as suas fotografias.

Só a obra “Some Disordered Interior Geometries” será publicada em 1981, data em que põe fim  aos seus dias, com a idade de 23 anos. Deixa mais de 800 provas onde ele própria se põe muitas vezes em cena.

Aliás, escreve no seu diário: “Ser fotografada ajuda-me a ser eu mesma.”
Ela foi se desnudando,  se desconstruindo  em suas fotográfias  se diluindo  em  cenários macabros e abandonados, por vezes torturando-se. O objeto principal do seu trabalho era o próprio corpo, apresentado

por vezes com uma visão tão comovente que parece impossível ter sido criada por alguém tão novo.

Suas fotos causam desconforto, são vultos, corpos distorcidos.Numa de suas últimas cartas que escreveu a Sloan Rankin, um ex-colega de escola, dizia: “My life at this point is like very old coffee-cup sediment

and I would rather die young leaving various accomplishments . . . instead of pell-mell erasing all of these delicate things . . . ”

Nas suas fotos, cada imagem parece perdida , cada foto é diferente , como se seu corpo estivesse mergulhado em um contínuo jogo de simulacros onde a origem, a verdade, a matriz, há muito se apagou.

Não há realidades, mas tudo é o que é: um corpo estendido no deserto de uma paisagem. O deserto é a fotografia, mas o corpo parece atravessado de sensações, de febre, de morte. Tudo parece vivo e morto.

como se a vida fosse o fora da morte, mas a morte o seu dentro, sua afirmação inevitável.

Francesca transcorre pela linha que cruza de uma realidade a outra. Nas suas fotos, as linhas estão sempre se encontrando, fabricando dobras, redobras, criando um aberto de possibilidades.



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